7.12.09

TEMPESTADES


Tudo em mim, são dias de tempestades,
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos...
Meto uns poemas em velhas garrafas,
As levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...


2006

Um comentário:

Max Leite disse...

Gostei bastante!
Parabéns!


Só uma obs., em "Tudo em mim, são dias de tempestades" -> não há essa vírgula entre "mim" e "são dias de..."

:D