18.6.09

Alvorada

A grande musa inspiradora
Desfila indiferente diante dos meus olhos.
Fria e negra, assovia por entre os dentes
A cantiga ligeira que força a janela branca.

Uma tristeza-lamparina silencia.
Desperto com palavras nos olhos
E lágrimas na boca.

Vejo pelas frestas antigas
Caminhos que, de tão íngremes,
Tombam os mais valentes, um após o outro.

No céu, pelo monóculo alvo e translúcido
Entrevejo o universo...
Olhos fixos por um tempo que não preciso...

Um suspiro secular rompe as correntes
E um deus dourado emerge para a vida!

2 comentários:

Mario Ferrari disse...

SINTO-ME DELICIADO EM TER VINDO AQUI.
ESTES DOIS POEMAS MAIS RECENTES LEVARAM-ME NO MEU FUNDO!
mAIS UM, MAIs E BEIJO MINHA POETA!
MARIO.

Tatiana disse...

Olá Vanessa
estou aqui através do orkut da CBJE.
É um prazer conhecer seu blog e suas poesias.

Um abraço carinhoso